Marketing de conteúdo interruptivo?

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Marketing de conteúdo interruptivo? 1 O marketing digital, em seu início, repetia, à sua maneira, o conceito aplicado nas mídias convencionais, com anúncios e banners que interrompiam a navegação do usuário, como as propagandas na TV. Nada mais natural que uma mídia nova busque reproduzir a lógica de outras já consolidadas há tempos. Mas a internet é um território livre. Queremos decidir quando, como e onde vamos acessar o conteúdo e não queremos ser interrompidos nesse momento. E logo foi percebido que esse velho conceito não cabia para o novo marketing. Aí que entra o inbound marketing, com o marketing de conteúdo como estratégia para os meios digitais.

Marketing de conteúdo interruptivo: vale a pena? 

  Uma das principais características do uso de conteúdo no marketing é que não é ele que vai atrás das pessoas, mas o contrário. Assim as empresas disponibilizam conteúdos interessantes e relevantes ao seu público-alvo que, por sua vez, acessa buscando resolver suas necessidades e dores, nascendo uma relação de confiança entre marca e público. Essa estratégia também se destaca por respeitar as escolhas individuais, além de sua alta efetividade e pouca rejeição. Mas parece que algumas plataformas de mídias sociais estão retrocedendo. Já há algum tempo o YouTube tem seus anúncios pagos que interrompem a navegação de vídeo das pessoas. E, mais recentemente, o formato foi adotado pelo Facebook e Instagram. E o pior: nem sempre essa propaganda está relacionada com o assunto original. A medida foi implementada para cumprir dois objetivos principais para a controladora das redes sociais. A primeira é contar com outras fontes de receitas de anúncios para além dos Ads já existentes. O segundo, mais ambicioso, é atrair produtores de conteúdo em vídeo, de forma a tornarem-se os principais canais desse tipo. Para isso, o Facebook e o Instagram disponibilizarão 45% e 55%, respectivamente, da verba dos anunciantes aos produtores que autorizarem publicidade em seus vídeos. Mas essa ação pode prejudicar as marcas, com a rejeição do público. A invasão da publicidade paga que interrompe a navegação levou ao crescimento do uso do Adblock, extensão de alguns navegadores. O uso desse recurso, em 2016, atingiu 15% dos usuários de internet no Brasil, segundo dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC). E esse número tende a crescer nos próximos anos. Os usuários querem saber apenas do conteúdo que interessa a eles, decidir o que querem consumir, e não serem obrigados a ver uma propaganda que não pode pular, nem que as marcas empurrem seus produtos. A princípio, a veiculação de publicidade paga em vídeos do Facebook e Instagram parece ser um grande tiro no pé e tende a gerar rejeição tanto aos anunciantes quanto aos produtores de conteúdo que autorizarem a veiculação. É como se voltássemos ao passado com essa prática, que ressuscita o velho marketing e desconsidera o principal na web dos tempos modernos: A experiência do usuário. Essa proposta vai de encontro com a ideia do inbound marketing. Vivemos de imediatismo e não queremos esperar nem 5 segundos de propaganda para ver um vídeo. Então é preciso pensar o novo. A produção de conteúdo original, de qualidade e relevante e personalizado que sana as dores do público-alvo ainda é esse novo. E permite às pessoas fazerem suas escolhas sobre a decisão de compra e sobre suas necessidades. Além da construção de relacionamentos que vão além da compra e venda. Gostou? Compartilhe nas suas redes sociais! Ficou alguma dúvida? Deixe um comentário, nós vamos responder mais rápido que a Millenium Falcon! Que a força esteja com você! Postado por: Cento e Vinte | www.centoevinte.com.br

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