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O fio condutor destes post-its de domingo não poderia ser diferente. Guilherme Leal, da Natura, anunciou o afastamento da empresa para ser candidato à vice-presidência do Brasil na chapa de Marina Silva pelo Partido Verde.
Consigo ouvir os mais céticos dizendo “é uma estratégia para colar o selo de ‘verde’ ainda mais à Natura”. E retruco que não acredito nisso. Acho que há um movimento maior, e importante, em curso: os empresários decidiram entrar na política. De novo, e parcialmente justificado pelo descrédito que a política tem no Brasil e no mundo, ouço os céticos dizendo “é para fazer o Estado, mais uma vez, servir aos interesses das empresas”. De novo, afirmo não acreditar nisso – não como motivação, pelo menos (talvez acabe acontecendo aqui e ali).
Em minha opinião, formada por tudo que ouço e vejo nesse meio, empresários e executivos estão entrando na política para tentar mudar o estado das coisas; entenderam que não basta ficar de fora, na zona de conforto. Henrique Meirelles e Furlan são outros a pegar essa estrada. Como se fosse uma rede social offline de gestores para fazer uma política menos ideologizada e mais executora. Não podemos ser ingênuos, e não sou, mas acho esse um caminho interessante. Mais do que isso, sei que braços cruzados e olhar desconfiado não fazem outro caminho melhor, e muito menos atalho. A inovação virá daí também, podem apostar.
Isso dito, passo a três outras redes sociais para inspirar vocês:
1. Conheçam o ebaH, uma rede social acadêmica brasileira, que permite a professores e alunos se reunirem e trocarem conhecimento (arquivos, mensagens) e que já contabiliza mais de 850 mil usuários registrados. Vale mencionar que já havia uma versão escolar disso, o Redu, e também a ferramenta colaborativa com8s, ambas em português. A dica foi do Alex Primo.
2. Outra novidade, essa em inglês, é a finggers, rede social feita para a troca de aplicativos e de informações sobre eles. Parece um desses fóruns de tecnologia à primeira vista, mas, tudo dando certo, vai ser algo mais organizado e acessível aos comuns mortais não desenvolvedores de software. Dica do Fábio Seixas, da camiseteria.com.
3. A terceira rede social que sugiro aqui vai funcionar a partir de junho e está meio fora do âmbito da gestão, porque é de dating, do tipo par perfeito. Chama-se Cupidtino, e se especializará em fãs de produtos da Apple. Chamo a atenção para ela por duas razões: 1) há um boom de sites de dating nos Estados Unidos, que merece atenção dos gestores; 2) isso marca o início de uma tendência de segmentação/nichos nesse filão de negócio. Antes, eles vinham se diferenciando principalmente pela forma de intermediar os matchs (uns usando testes de compatibilidade de DNA; outros, psicologia comportamental; terceiros, afinidades sexuais etc.); aquela rede social de dating que seleciona participantes pela beleza era vista como uma exceção curiosa. Agora, a segmentação parece ser para valer. Eu mesma que falei desse assunto no Update or Die.
Fonte: HSM | www.hsm.updateordie.com.br

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