Gamificação – Por que pode funcionar tão bem se for bem aplicada?

O primeiro videogame console comercializado foi o Magnavox Odyssey. Ele foi lançado em 1972. Nesse mesmo ano, foi fundada a Atari, que teve o Pong como seu primeiro jogo.

Desde então foi formada uma indústria bilionária, que atrai milhões de pessoas no mundo inteiro.

Segundo o site de tecnologia Quartz, em 2017 a indústria de videogame movimentou mais de US$ 40 bilhões.

Entre o principal filão estão os jogos on-line, os quais os gamers vivenciam um mundo virtual e se conectam com outros.

Há, inclusive, campeonatos de jogos virtuais, os e-Sports.

Como dito no TED2010, na palestra de Jane McGonigal, com o título de “Jogando por um mundo melhor”, que você pode assistir no idioma original e com legenda aqui, ao todo, passamos cerca de 3 bilhões de horas por semana com jogos on-line!

E esse número, com certeza, já aumento muito nesses últimos oito anos!

Passamos tanto tempo on-line porque nos sentimos melhor nesse mundo “virtual” do que na vida real. É como se nos esforçássemos muito mais para vencer os desafios dos jogos do que os desafios da nossa vida real, do nosso dia a dia. Assim, temos mais êxitos no mundo dos jogos do que no mundo aqui fora, como diz Jane em seu TED Talk.

A ideia dela é que as pessoas sejam capazes de salvar o mundo real do mesmo jeito que salvam o mundo nos jogos. E, de acordo com os cálculos feitos pela palestrante, essas bilhões de horas ainda não são suficientes para atingirmos seu grande objetivo. Ou seja: precisamos jogar mais horas ainda!

Mas como assim?

Sua teoria é que podemos usar os jogos para salvar o mundo!

Isso seria possível?

Utilizando a gamification (gamificação), sim!

O que é gamificação e como ela pode afetar o futuro?

Embora muitos acreditem que passar horas jogando videogames é uma perda de tempo, a realidade se mostra bem diferente.

Inclusive quando vemos os números crescentes que o mercado de games nos apresenta.

Em pesquisa da NewZoo, em 2017 o faturamento foi de US$ 108,0 bilhões! E a previsão é que até 2020 esse número chegue a quase US$ 130 bilhões.

No Brasil, a receita dos jogos on-line foi de US$ 1,3 bilhão em 2017. Estamos entre os principais no mercado da América Latina e 13º no mundo, com 66,3 milhões de gamers, ainda de acordo com o levantamento da NewZoo.

Nada mal, certo?

Voltando à Jane, esse fenômeno acontece porque os jogos despertam uma série de características positivas, afinal, se trata de vencer desafios. E, para isso, é preciso perseverança, foco e desenvolvimento de determinadas habilidades.

E, além disso, você tem recompensas por conquistar os objetivos, o que não ocorre do lado de fora. Os jogos ainda incentivam a socialização, uma vez que é preciso estar em cooperação com outros jogadores.

O conceito de gamificação é exatamente esse!

O que muitas empresas estão fazendo é utilizar esses conceitos de jogos para a realidade, para ensinar, para interagir, para engajar, para motivar, para ajudar a aumentar o interesse em algo ou mesmo para provocar a competição saudável entre as pessoas.

Podemos encontrar instituições de educação que promovem o ensino com técnicas de gamificação para facilitar o aprendizado.

Essa é uma forma de mudar e inovar o velho padrão escolar de ensinar de forma que o aluno tenha novas possibilidades de aprender com tecnologia, muito presente nos dias atuais.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas com dados da Pnad, a falta de interesse dos estudantes é mostrada como principal causa de evasão escolar no Ensino Médio, com 40,3% de abandono dos jovens.

Então essa pode ser uma estratégia para atrair os estudantes.

Segundo a The Education Arcade no MIT, jogadores normalmente apresentam persistência, ousadia, atenção aos detalhes, criatividade na solução de problemas – todas habilidades que, idealmente, devem ser demonstradas na escola.

Como utilizar a gamificação em empresas?

As empresas podem utilizar jogos ou conceitos de jogos internamente entre seus funcionários.

Existem jogos desenvolvidos de forma a retratarem situações reais, com base na realidade, mas de forma fictícia, como a escassez do petróleo no mundo, por exemplo. Assim, as pessoas podem, de forma criativa, pensar em soluções para vencer e, como consequência, descobrir formas de transformar em realidade essas ideias para solucionar problemas.

Já para estimular a competição saudável, a depender do tipo de jogo, quem atingir o nível desejado ou completar a tarefa proposta seja recompensado, que pode ser um prêmio físico, uma bonificação ou como a empresa preferir. Desde que estimule sempre a competição saudável e ofereça recompensas estimulantes.

As pessoas se sentirão motivadas e animadas com a próprias conquistas, o que estimulará a continuar no jogo e obter novas vitórias, além de contribuir para a tomada de decisão dos participantes.

Sem dúvida trará muitos ensinamentos a todos.

A gamificação pode ser implantada como dinâmica de grupo, integração de novos funcionários na empresa ou em treinamentos, por exemplo.

Nesse último, da mesma forma que na educação, uma vez que não deixa de ser uma forma de ensino, a pessoa que participar tem a possibilidade de assimilar e aprender muito mais e com maior facilidade com jogos interativos.

O mais importante é pensar que tudo tem que ser de forma voluntária, não forçar ninguém a participar se não há interesse. Mas vale mostrar como pode ser enriquecedora a experiência.

Ah, e não necessariamente o jogo será on-line, ele pode ser criado de forma real, com um ranking ou pontuação disponível em um quadro ou mesmo enviado por e-mail a todos, como a empresa achar melhor formular.

As opções são muitas! Mas não pode deixar de apresentar um feedback!

E no marketing?

Sim! A gamificação também pode ser utilizada como uma estratégia de marketing!

Sabe quem já utilizou?

A Nike!

Lembra do aplicativo de corrida que indicava dados para você monitorar seu desempenho, como distância percorrida, além de batimentos cardíacos, calorias, velocidades, passos por dia etc.? O nome Nike+ Run Club. E tem o Nike+ Running também. Inclusive tinha um sensor nos tênis Nike que ajudavam nesses dados.

E tudo funciona com um sensor GPS que se conecta com dispositivos da Apple.

Os competidores recebem pontos por suas performances e gerou certa competitividade entre os participantes. Além disso, ao entrar no site para ver como está seu ranking, logo já avistam produtos e promoções.

Essas ações geram relacionamento com a marca, maior visitação dos produtos e do site, além de interação, dentre outros resultados.

Outro exemplo é da Starbucks que criou o My Starbucks Rewards, um programa de fidelidade que recompensa os clientes com produtos e outros prêmios.

Mesmo esquema da Smile e outros cartões de créditos em parceria com empresas que oferecem programas de pontos a cada compra para serem trocados por produtos ou mesmo milhas de viagens nacionais e internacionais.

Até mesmo um restaurante de rodízio japonês consegue fazer uma gamificação com seu cartão fidelidade que, a cada 10 carimbos, o consumidor recebem um rodízio grátis.

Outras promoções de diversas empresas já desafiaram clientes com tarefas com pontuações as quais o primeiro lugar (ou os primeiros lugares) recebia(m) um prêmio.

As possibilidades são infinitas para estratégia de marketing e outras estratégias!

E você? O que acha da gamificação? Conte para nós nos comentários!

Que a força esteja com você!

Até a próxima!

Postado por: Cento e Vinte | www.centoevinte.com.br

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